Primeiro tenho que dizer que ontem
fui dormir pensando que, só porque resolvi contar meus sonhos num blog, eu não
ia me lembrar do sonho de hoje. Eu até sonhei, inclusive que eu sonhava que não
me lembrava dos sonhos para postá-los aqui, mas o sonho seguinte foi estranho e
na minha cabeça ainda estão apenas alguns fragmentos meio sem sentido. Por
isso, vou postar um sonho um pouco mais antigo. Não me lembro exatamente o dia
em que sonhei isso, mas sei que foi entre 09 e 20 de janeiro deste ano.
Por algum motivo eu estava brava
com meu marido, estava um pouco de saco cheio e queria um canto em que pudesse
ficar sozinha, sem ninguém para me amolar. Daí comecei a pensar em um lugar e
me lembrei que muito antes de comprarmos o apartamento no qual moramos hoje,
havíamos comprado outro apartamento, que ficava exatamente no local em que ele
morava antes de nos casarmos. A diferença é que o prédio era totalmente
diferente e novo, como se tivesse sido construído recentemente.
Pois bem, decido ir até o prédio,
pois pensei que seria um bom lugar para ficar sozinha. Ao chegar lá, dou uma
buzinada no portão e o porteiro, abrindo o portão, aparece me perguntando qual
era minha vaga. Eu então respondo que não me lembro, pois havia comprado o
apartamento há séculos, mas nunca tinha ido lá depois de pronto. Ele pede para
eu estacionar em qualquer vaga vazia e ir falar com ele.
Estaciono e desço do carro. Olho
para cima e fico deslumbrada com o prédio: era majestoso, grande, luxuoso...
fiquei imaginando quanto aquele lugar não deveria ter custado. Vou até a
portaria e o porteiro me pergunta o número do apartamento... eu disse que não
lembrava e que ligaria para o meu marido. Tentei diversas vezes, até mandei
mensagem, mas a única resposta era uma chamada de voz em que a gravação dizia
“o Sr. Mario ainda não recebeu seu salário e, portanto, não pode receber
ligações”. Fiquei p da vida com a gravação. Desde quando ele precisava receber
o salário para falar no celular? O número é pós-pago! Após alguns minutos, ele
me liga e eu digo “lembra do apartamento que compramos antes do atual? Eu estou
aqui e não me lembro o número do apê... você sabe qual é?” Ele me responde “407,
estou indo praí”. Na hora fiquei meio irritada, pois queria justamente ficar
longe dele. Só para confirmar, perguntei ao porteiro se o 407 ficava no 4º
andar e para a minha surpresa ele me disse que ficava no penúltimo andar (o
prédio tinha 20 andares). Achei estranho e perguntei: “mas como assim no
penúltimo se o apartamento é o 407?” Ele então me explica que os números dos
apartamentos não seguiam a numeração dos andares, mas sim o número total de
apartamentos multiplicado pelo número de moradores... blá blá blá... nada fazia
muito sentido.
Antes de subir, o porteiro me
avisou que eu precisava tirar o carro da vaga em que estacionei, pois o dono da
mesma havia chegado. Então perguntei qual era a minha vaga e ele disse que eu
ainda não tinha, pois o estacionamento ainda estava terminando de ser
construído, mas que em uma semana seria finalizado e haveria o sorteio de vagas
definitivas.
Pego o carro e saio do prédio,
tentando encontrar um lugar na rua para estacionar. Dou a volta no quarteirão e
percebo que o prédio ficava na rua do ex-prédio do meu marido (na vida real),
no entanto, era outra rua, muito badalada na cidade, onde ficam os melhores
barzinhos... começo a achar engraçado, pois olhando para as pessoas sentadas na
calçada bebendo uma cerveja gelada e assistindo ao jogo de futebol, vejo
pessoas conhecidas que inclusive acenam para mim.
Acabo tendo que estacionar em
outra rua próxima, por falta de vagas. Quando chego novamente ao prédio, o
Mario já havia chegado e me pergunta “onde você estacionou?” e eu respondo que,
por falta de opção, numa rua paralela.
Finalmente subimos ao 19º andar
em um elevador completamente futurístico. Chegando lá, descobrimos que eram
apenas dois apartamentos por andar e que cada um tinha várias portas de
entrada. O mais bizarro, era que o corredor/hall do prédio não tinha paredes
nas extremidades e nem nenhuma proteção, ou seja, se você se desequilibrasse
num momento de bobeira muito próximo a beirada, cairia lá embaixo. Na hora
fiquei super assustada, pensando que seria impossível morar ali com a Spice,
nossa cachorrinha, pois como ela é um pouco sem noção, acabaria se suicidando.
Entrei em desespero.
Comento com o Mario que eu não
fazia ideia de onde estavam nossas chaves e que tentaria abrir uma porta
qualquer. Para a nossa surpresa, ela estava aberta e, quando entramos, vemos
que todo o projeto de móveis planejados que havíamos comprado estava errado.
Fiquei brava. Entro em outro quarto e vejo muitas, muitas roupas de bebês,
crianças, etc.; todas penduradas em várias araras e organizadas por tamanho e
cores. Havia roupas para meninas e meninos, assim como uma arara só com
camisetas com o símbolo da biblioteca da Universidade da cidade.
Super irritada, pergunto ao Mario
o que diabos estava acontecendo... o nosso apartamento estava aberto, tinha
roupas que não eram nossas e os móveis não eram como planejamos. O Mario então
resolve tocar a campainha do vizinho, para ver se ele sabia de alguma coisa. Ao
abrir a porta, logo explico a situação e pergunto se ele sabia de alguma coisa
e ele responde “não sei de nada, moro aqui há 30 segundos” (???).
Quase tendo um surto psicótico,
ordeno que o Mario ligasse na Rossi, construtora, para saber o que estava
acontecendo. Ele tenta várias vezes e nada... diz que o sinal do celular está
ruim e que devíamos tentar sair do prédio e ir ao shopping que ficava ao lado para
tentar ligar de lá.
Quando chegamos ao shopping,
vemos todas as lojas fechadas e então me dou conta que já passava das 22 horas.
A única loja aberta era uma perfumaria em que havia um “promoter” na porta, que
acena para mim. O Mario continua tentando ligar para a construtora e vai
andando, sem perceber que eu havia parado. Era simplesmente o Xororó (sim, da
dupla Xitãozinho e Xororó), vestido todo de branco, me entregando um papel e me
abraçando. Quando me dei conta de quem era, me desculpei, dizendo que estava
com a cabeça cheia, mas que era um prazer conhecê-lo. Ele então me explicou que
naquele papel havia uma consulta gratuita com uma médica que estava fazendo
alguns testes em mulheres e que eu poderia procurá-la no prédio ao lado, no
último andar, no Bloco 2. Hum... era o “meu” prédio. Ele me abraçou de novo e
disse “boa noite”. Nessa hora, o Mario olhou para trás e fez uma cara de “quem
é esse cara que você está abraçando?”. Logo me aproximo dele e começo a
perguntar se ele havia conseguido falar na Rossi. Então explico sobre o
panfleto e resolvemos ir até o prédio.
No térreo, na área externa, olho
novamente para cima e fico deslumbrada com as sacadas, espetaculares, com
decorações maravilhosas e fechamentos com vidro totalmente improváveis de serem
construídos. Enfim... entramos no elevador e, de repente, ele começa a andar
rápido demais e vira na posição de um carro de montanha-russa... e não é que era
uma montanha-russa? O elevador atravessa o Bloco 1 em direção ao Bloco 2 atravessando
uma ponte! Eu, que morro de medo de altura, não estava acreditando que aquilo
estava acontecendo. Comecei a pensar que não queria morar ali de jeito nenhum.
Grito “O que está acontecendo??”. Chego quase sem ar no Bloco 2 e vejo a placa
na sala da consulta para mulheres do panfleto entregue pelo Xororó. Havia um
banco na frente da sala, que estava ocupada pela médica e por uma paciente.
Pensei alto “vamos sentar um pouco aqui e esperar para ver se dá tempo de ser
atendida”. Sentamos. Na frente do banco havia um balde com bexigas vazias e uma
placa que dizia: “Teste: pegue uma bexiga e tente enchê-la.”. Com muito
esforço, eu consegui. O Mario também tentou, mas não conseguiu. A porta do
consultório se abre e, para minha dupla surpresa, sai de lá a médica, que era
uma conhecida muito querida – a médica do meu antigo trabalho e um amigo que
estudou comigo na faculdade... então pensei “não era só para mulheres?”. Enfim,
ela me disse que já estava tarde, mas como já estávamos ali, iria consultar eu
e o Mario. Ainda bem que não foi constatado nenhum problema. Quando voltamos
para o apartamento, o Mario finalmente conseguiu falar na construtora, que deu
a resposta de que todas as coisas que estavam no apartamento eram presentes de
parcerias que a construtora tinha feito com lojas de móveis, de artigos infantis
e com a biblioteca da Universidade.
O despertador tocou e eu fiquei
alucinada com o sonho. Meu marido já estava em cima da hora para sair pro
trabalho e eu o atrasei ainda mais, pois quis contar todo o sonho antes dele
sair de casa!
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