sábado, 3 de março de 2012

Lei de Murphy e Montanha-Russa


Primeiro tenho que dizer que ontem fui dormir pensando que, só porque resolvi contar meus sonhos num blog, eu não ia me lembrar do sonho de hoje. Eu até sonhei, inclusive que eu sonhava que não me lembrava dos sonhos para postá-los aqui, mas o sonho seguinte foi estranho e na minha cabeça ainda estão apenas alguns fragmentos meio sem sentido. Por isso, vou postar um sonho um pouco mais antigo. Não me lembro exatamente o dia em que sonhei isso, mas sei que foi entre 09 e 20 de janeiro deste ano.

Por algum motivo eu estava brava com meu marido, estava um pouco de saco cheio e queria um canto em que pudesse ficar sozinha, sem ninguém para me amolar. Daí comecei a pensar em um lugar e me lembrei que muito antes de comprarmos o apartamento no qual moramos hoje, havíamos comprado outro apartamento, que ficava exatamente no local em que ele morava antes de nos casarmos. A diferença é que o prédio era totalmente diferente e novo, como se tivesse sido construído recentemente.

Pois bem, decido ir até o prédio, pois pensei que seria um bom lugar para ficar sozinha. Ao chegar lá, dou uma buzinada no portão e o porteiro, abrindo o portão, aparece me perguntando qual era minha vaga. Eu então respondo que não me lembro, pois havia comprado o apartamento há séculos, mas nunca tinha ido lá depois de pronto. Ele pede para eu estacionar em qualquer vaga vazia e ir falar com ele.

Estaciono e desço do carro. Olho para cima e fico deslumbrada com o prédio: era majestoso, grande, luxuoso... fiquei imaginando quanto aquele lugar não deveria ter custado. Vou até a portaria e o porteiro me pergunta o número do apartamento... eu disse que não lembrava e que ligaria para o meu marido. Tentei diversas vezes, até mandei mensagem, mas a única resposta era uma chamada de voz em que a gravação dizia “o Sr. Mario ainda não recebeu seu salário e, portanto, não pode receber ligações”. Fiquei p da vida com a gravação. Desde quando ele precisava receber o salário para falar no celular? O número é pós-pago! Após alguns minutos, ele me liga e eu digo “lembra do apartamento que compramos antes do atual? Eu estou aqui e não me lembro o número do apê... você sabe qual é?” Ele me responde “407, estou indo praí”. Na hora fiquei meio irritada, pois queria justamente ficar longe dele. Só para confirmar, perguntei ao porteiro se o 407 ficava no 4º andar e para a minha surpresa ele me disse que ficava no penúltimo andar (o prédio tinha 20 andares). Achei estranho e perguntei: “mas como assim no penúltimo se o apartamento é o 407?” Ele então me explica que os números dos apartamentos não seguiam a numeração dos andares, mas sim o número total de apartamentos multiplicado pelo número de moradores... blá blá blá... nada fazia muito sentido.

Antes de subir, o porteiro me avisou que eu precisava tirar o carro da vaga em que estacionei, pois o dono da mesma havia chegado. Então perguntei qual era a minha vaga e ele disse que eu ainda não tinha, pois o estacionamento ainda estava terminando de ser construído, mas que em uma semana seria finalizado e haveria o sorteio de vagas definitivas.

Pego o carro e saio do prédio, tentando encontrar um lugar na rua para estacionar. Dou a volta no quarteirão e percebo que o prédio ficava na rua do ex-prédio do meu marido (na vida real), no entanto, era outra rua, muito badalada na cidade, onde ficam os melhores barzinhos... começo a achar engraçado, pois olhando para as pessoas sentadas na calçada bebendo uma cerveja gelada e assistindo ao jogo de futebol, vejo pessoas conhecidas que inclusive acenam para mim.

Acabo tendo que estacionar em outra rua próxima, por falta de vagas. Quando chego novamente ao prédio, o Mario já havia chegado e me pergunta “onde você estacionou?” e eu respondo que, por falta de opção, numa rua paralela.

Finalmente subimos ao 19º andar em um elevador completamente futurístico. Chegando lá, descobrimos que eram apenas dois apartamentos por andar e que cada um tinha várias portas de entrada. O mais bizarro, era que o corredor/hall do prédio não tinha paredes nas extremidades e nem nenhuma proteção, ou seja, se você se desequilibrasse num momento de bobeira muito próximo a beirada, cairia lá embaixo. Na hora fiquei super assustada, pensando que seria impossível morar ali com a Spice, nossa cachorrinha, pois como ela é um pouco sem noção, acabaria se suicidando. Entrei em desespero.

Comento com o Mario que eu não fazia ideia de onde estavam nossas chaves e que tentaria abrir uma porta qualquer. Para a nossa surpresa, ela estava aberta e, quando entramos, vemos que todo o projeto de móveis planejados que havíamos comprado estava errado. Fiquei brava. Entro em outro quarto e vejo muitas, muitas roupas de bebês, crianças, etc.; todas penduradas em várias araras e organizadas por tamanho e cores. Havia roupas para meninas e meninos, assim como uma arara só com camisetas com o símbolo da biblioteca da Universidade da cidade.

Super irritada, pergunto ao Mario o que diabos estava acontecendo... o nosso apartamento estava aberto, tinha roupas que não eram nossas e os móveis não eram como planejamos. O Mario então resolve tocar a campainha do vizinho, para ver se ele sabia de alguma coisa. Ao abrir a porta, logo explico a situação e pergunto se ele sabia de alguma coisa e ele responde “não sei de nada, moro aqui há 30 segundos” (???).

Quase tendo um surto psicótico, ordeno que o Mario ligasse na Rossi, construtora, para saber o que estava acontecendo. Ele tenta várias vezes e nada... diz que o sinal do celular está ruim e que devíamos tentar sair do prédio e ir ao shopping que ficava ao lado para tentar ligar de lá.

Quando chegamos ao shopping, vemos todas as lojas fechadas e então me dou conta que já passava das 22 horas. A única loja aberta era uma perfumaria em que havia um “promoter” na porta, que acena para mim. O Mario continua tentando ligar para a construtora e vai andando, sem perceber que eu havia parado. Era simplesmente o Xororó (sim, da dupla Xitãozinho e Xororó), vestido todo de branco, me entregando um papel e me abraçando. Quando me dei conta de quem era, me desculpei, dizendo que estava com a cabeça cheia, mas que era um prazer conhecê-lo. Ele então me explicou que naquele papel havia uma consulta gratuita com uma médica que estava fazendo alguns testes em mulheres e que eu poderia procurá-la no prédio ao lado, no último andar, no Bloco 2. Hum... era o “meu” prédio. Ele me abraçou de novo e disse “boa noite”. Nessa hora, o Mario olhou para trás e fez uma cara de “quem é esse cara que você está abraçando?”. Logo me aproximo dele e começo a perguntar se ele havia conseguido falar na Rossi. Então explico sobre o panfleto e resolvemos ir até o prédio.

No térreo, na área externa, olho novamente para cima e fico deslumbrada com as sacadas, espetaculares, com decorações maravilhosas e fechamentos com vidro totalmente improváveis de serem construídos. Enfim... entramos no elevador e, de repente, ele começa a andar rápido demais e vira na posição de um carro de montanha-russa... e não é que era uma montanha-russa? O elevador atravessa o Bloco 1 em direção ao Bloco 2 atravessando uma ponte! Eu, que morro de medo de altura, não estava acreditando que aquilo estava acontecendo. Comecei a pensar que não queria morar ali de jeito nenhum. Grito “O que está acontecendo??”. Chego quase sem ar no Bloco 2 e vejo a placa na sala da consulta para mulheres do panfleto entregue pelo Xororó. Havia um banco na frente da sala, que estava ocupada pela médica e por uma paciente. Pensei alto “vamos sentar um pouco aqui e esperar para ver se dá tempo de ser atendida”. Sentamos. Na frente do banco havia um balde com bexigas vazias e uma placa que dizia: “Teste: pegue uma bexiga e tente enchê-la.”. Com muito esforço, eu consegui. O Mario também tentou, mas não conseguiu. A porta do consultório se abre e, para minha dupla surpresa, sai de lá a médica, que era uma conhecida muito querida – a médica do meu antigo trabalho e um amigo que estudou comigo na faculdade... então pensei “não era só para mulheres?”. Enfim, ela me disse que já estava tarde, mas como já estávamos ali, iria consultar eu e o Mario. Ainda bem que não foi constatado nenhum problema. Quando voltamos para o apartamento, o Mario finalmente conseguiu falar na construtora, que deu a resposta de que todas as coisas que estavam no apartamento eram presentes de parcerias que a construtora tinha feito com lojas de móveis, de artigos infantis e com a biblioteca da Universidade.

O despertador tocou e eu fiquei alucinada com o sonho. Meu marido já estava em cima da hora para sair pro trabalho e eu o atrasei ainda mais, pois quis contar todo o sonho antes dele sair de casa!

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