sexta-feira, 9 de março de 2012

Overdose

Sonho de 08/03/2012

Eu estava escondida, nua, atrás da porta da dispensa da casa dos meus pais, que estava com a luz acesa. Minha respiração estava ofegante e eu tentava não fazer barulho, mas bati o braço em um dos sacos de lixo que estava pendurado atrás da porta. Ouvi alguém caminhando na direção da dispensa. Quis apagar a luz, mas era tarde.

Minha irmã entra na dispensa e olha atrás da porta. Dou um grito ensurdecedor. Ela, assustada, corre para a sala e chama o nosso irmão. Escuto os dois conversando, dizendo que eu deveria estar tendo alguma alucinação por causa das drogas.

Saio da dispensa e peço para ficar sozinha. Não queria ninguém perto de mim.

Era hora de ir para a faculdade. Visto uma roupa qualquer e vou. Chegando lá, decido matar aula e ficar no bar em frente, sozinha. Uma garota aparece e começa a conversar comigo. Ela pergunta o que significava a tatuagem que eu tinha nas costas. Era uma pin up. Ela continua, dizendo que eu tinha que fazer mais duas tatuagens e, então, começa a desenhar, com uma caneta preta, grossa, nas minhas costas. Eu digo que não quero e que gostaria que ela me deixasse em paz. Ela continua, desenhando duas deusas abaixo da pin up, no centro das costas.

Várias pessoas começam a chegar e uma música começa a tocar. Fico irritada, pois eu queria ficar sozinha e aquilo só estava piorando. Bato minha mão da dela e grito para ela parar. Ela fica brava e, junto com mais duas meninas, diz que eu precisava terminar aquilo. Saio correndo e volto para a casa dos meus pais.

Chegando lá, num ataque de nervos, começo a gritar. Uma chuva muito forte começa a cair e três gatos - um preto, um siamês e um branco - correm assustados para a chuva. Minha irmã briga comigo, pois ela não gosta de vê-los na chuva.

Meu irmão e meu pai tentam me segurar, mas eu rebato e começo a jogar louças no chão. Meu pai liga para o meu marido e o chama para ajudar. Eu digo que não queria vê-lo, que não aguentava mais as pessoas me enchendo a paciência, que nada daquilo estava funcionando.

Os gatos voltam encharcados e minha irmã suspira aliviada.

O Mario chega. Não o deixo tocar em mim. Digo que só queria ficar só.

Todos repetem o discurso de que aquilo estava me matando e que ninguém mais sabia o que fazer, já que eu negava ajuda. Minha cabeça estava a mil. Eu só queria ficar sozinha.

A garota do bar aparece do nada e diz que eu tinha que pagar ou alguém sairia ferido. As duas outras meninas que também estava no bar entram, sérias, e dizem que o meu prazo havia terminado. Eu não teria uma nova chance.


Acordei assustada. A sensação de não conseguir controlar o corpo foi tão forte que eu estava tensa. Ufa, foi só um pesadelo. Hora de ir trabalhar.

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